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Vencer a obesidade e o preconceito
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Ser feliz com a sua aparência é mais do que ser magra, e sim ter serenidade e confiança em si mesmo para conseguir alcançar o seu objetivo.
Viver a vida significa amar antes de tudo a si mesmo, preocupando-se somente com a sua saúde e bem estar. As pessoas podem ser muito cruéis com as outras, mas só farão com que você se sinta inferior caso consentir! Minha infância Como a maioria dos bebês eu também era bem gordinha, pois normalmente é nesse período da nossa vida, e na puberdade também, que apresentamos um significativo aumento de peso. É comprovado que gordura não é sinônimo de saúde, mesmo sendo “fofinha” apresentei um quadro de anemia até os 5 anos de idade (falta de ferro no organismo) pois minha alimentação era deficiente. Minha mãe costumava me alimentar com papinhas prontas vendidas em supermercados. Isso confirma que esses alimentos, que prometem ter uma alimentação “completa”, são insuficientes ou não contém vários tipos de nutrientes necessários para a nossa saúde. Com o passar dos anos permaneci com os maus costumes alimentares. Fui perdendo tanto peso até ficar definhando, parecendo com àquelas modelos anoréxicas, pois, não gostava de comer alimentos nutritivos e sim apenas salgadinhos embalados (Chips), refrigerantes, balas, doces...Ou não comia nada, apesar da insistência da minha mãe que acabavam sendo em vão. Aos seis anos, graças a minha mãe e aos médicos, consegui me recuperar alimentando corretamente. Minha mãe teve que aprender a fazer alimentos mais nutritivos e ricos em ferro. Eu me lembro que era obrigada a comer fígado mal passado e me lembro que o gosto não era dos melhores!!!! Mas mesmo com pouca idade, cansada de tantas agulhadas que era submetida para realizar os exames necessários, tinha a consciência de que deveria me recuperar, acabando também , com o desespero da minha mãe. A partir dos oito anos de idade (ano de 1991) comecei a ganhar peso com uma certa rapidez. Meus pais se separaram, saímos do Rio de Janeiro e viemos eu , minha mãe e irmã para Minas gerais construir novamente a nossa vida. Passado um ano, aproximadamente, minha irmã (que na época tinha 15 anos de idade) desenvolveu um Linfoma, um tipo de Câncer, e teve de ser internada com urgência Hospital em Belo Horizonte. Minha mãe teve que ficar como acompanhante dela, mas sempre que podia ia me visitar . Tive que ir morar com meus avós, tias e primas em Contagem – cidade metropolitana de Belo Horizonte - que não me trazem boas recordações. Sentia-me desamparada, triste e sem família, pois em um momento da minha vida tinha casa com pai, mãe e irmã vivendo juntos como uma família, de repente tudo se foi como num passe de mágica! Épocas difíceis que jamais esquecerei. Com dez anos de idade continuei a engordar e a ter formas e alturas bem superiores para meninas dessa idade. Na escola tinha apelidos horrendos como baleia, vaca Mimosa. Me sentia humilhada constrangida. Tinha vergonha de conversar com outros, não os encarava, parecia mais um bichinho do mato com medo de discriminações. Roupas nunca serviam. Minha mãe tinha pena e raiva de mim dizendo que não havia cabimento ser tão gorda a ponto de roupas adultas e masculinas não caberem em mim. Minha família – avós, primos, tias - diziam que eu não tinha vergonha na cara, força de vontade e que era gulosa e por isso pagava por ser tão gorda. Era uma ignorância sem limites para com uma criança de dez anos!!! Adolescência Nunca gostei de fazer ginástica. Achava tudo muito monótono e desgastante, mas por insistência dos médicos por estar 20 quilos acima do meu peso ideal e o colesterol LDL acima de 400 (200 é o valor máximo) e da minha mãe, entrei em várias academias de ginástica, vigilantes do peso, Ioga, clínicas de emagrecimento, fazia e dava aulas de dança mas nada me fazia diminuir a quantidade de alimentos com baixo teor nutritivo e altas concentrações de calorias. Com quatorze anos de idade arrumei meu primeiro namorado que mais parecia com um inimigo. Ele desfilava em concursos de moda. Um dia caminhando nós dois pelo bairro eu disse a um garotinho, que aparentava ter uns 5 anos de idade, era lindo e que quando ele crescesse eu iria namorar ele. Disse tudo brincando! Esse meu namorado virou para mim e respondeu em alto e bom som que jamais esse garotinho iria querer namorar comigo por que eu era muito gorda e feia. Me senti a pior das mulheres... Comecei a me submeter a tomar remédios para emagrecer com indicações de colegas que eram mais velhas do que eu e que já haviam feito esse tratamento com essas “médicas”. O problema é que quando se toma esses tipos de remédios desenvolvemos dependência química ocorrendo sintomas diversos, como: tonteiras, sonolência ou insônia, irritabilidade, depressão, incontinência urinária, desidratação, boca seca, hipertireoidismo, fraqueza (por ficar vários dias sem se alimentar) chegando a desmaios e convulsões, entre outros problemas de saúde que são desencadeados podendo levar ao óbito do indivíduo. Após a parada dos mesmos recuperamos tudo o que perdemos e ainda ganhamos mais peso. Aos dezoito anos conseguir me livrar dessa drogas depois que tive problemas como incontinência urinária e depressão que me levou a tentativa de suicídio. No ano de 2000, formei o 2° grau. Estava mais sedentária do que nunca e comendo muito, pois mudei de cidade, ficando longe de amigos e das minhas atividades de dança – a única coisa que gosto de fazer em relação a exercícios físicos. Com 1,70 pesava 90 kg , muito para uma garota com 18 anos de idade. Essa foi sem dúvida a pior fase da minha vida. Um dia me tranquei no banheiro e aumentei o som do rádio para que ninguém me ouvisse. Comecei a chorar e peguei uma gilete enferrujada que estava no armário há meses e coloquei próximo aos meus punhos e pedi perdão a Deus por estar tentando fazer aquilo comigo e com a minha mãe. De repente um filme de toda a minha vida passa pela minha cabeça e lembro da minha mãe, irmã e o quanto eu as amava e joguei longe a gilete. E disse em voz alta que nem pra me matar eu servia. Chorava com tanta força e desespero que achei que iria morrer de tanto arrependimento e fraqueza!!! Sentia pena de mim por não conseguir emagrecer ou acabar de um vez por todas com tanto sofrimento. Minha mãe sempre esteve do meu lado e quando decidi contar o que estava acontecendo e o que eu tentei fazer comigo mesma ela voltou para Contagem e disse que iria estar sempre do meu lado, mas se eu prometesse me ajudar e parar de sentir pena de mim mesma!! Ela sempre me ajudou então eu me senti na obrigação de fazer isso por ela e por mim. Ela me levava para fazer caminhadas todos os dias mesmo que fosse carregada. Ela e a minha irmã são tudo pra mim. Eu via amigas emagrecendo e só eu ficando pra trás como se eu fosse incapaz de fazer o bem a mim mesma! Na fase adulta Aos 20 anos tentei vestibular pela primeira vez, graças a minha irmã, pois o sonho dela era ser Nutricionista e queria que eu fosse também. Porém eu queria fazer Administração de Empresas, mais | ||
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